Pratos Típicos de Pernambuco: 9 Comidas para Provar

A cozinha pernambucana junta heranças indígenas, africanas e portuguesas. A mandioca vem da dieta indígena, o leite de coco é herança africana, e os doces nasceram nas casas-grandes dos engenhos de açúcar, como resumiu a Folha de Pernambuco. Três desses doces são patrimônio cultural do estado por lei. Abaixo estão os pratos mais característicos, o que leva cada um e onde provar em Recife e Olinda.
Os três doces que são patrimônio por lei
1. Bolo de rolo
É o doce símbolo do estado: uma massa amanteigada e fininha, enrolada em várias camadas com goiabada. A receita deriva do “colchão de noiva” português, que levava amêndoas, e a goiaba da Zona da Mata ocupou o lugar delas, conta o Correio Braziliense. “Não é rocambole”, insiste o Diario de Pernambuco, que lembra que ele é vendido nas praias “em todo canto”. A Lei estadual 13.436, de 2008, declarou o bolo de rolo patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco.
Onde provar: é a sobremesa do Tio Pepe, em Boa Viagem, e aparece no buffet do Parraxaxá.
2. Bolo Souza Leão
O bolo Souza Leão troca o trigo pela massa de mandioca e leva leite de coco, açúcar, manteiga e muitas gemas. A receita é atribuída a dona Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti, do Engenho São Bartolomeu, em Jaboatão, e a Folha de Pernambuco a chama de “primeira receita de que se tem notícia de DNA 100% pernambucano”. Virou patrimônio do estado pela Lei 13.428, de 2008.
3. Cartola
A cartola é banana-prata frita na manteiga, coberta com queijo de manteiga derretido, açúcar e canela, segundo o Diario de Pernambuco. É servida como sobremesa. Ninguém sabe ao certo quem a inventou, mas ela também foi declarada patrimônio do estado, pela Lei 13.751, de 2009.
Onde provar: o Chica Pitanga, em Boa Viagem, serve cartola com sorvete de canela, e o Bode do Nô também tem a sua no cardápio.
A tapioca do Alto da Sé
4. Tapioca
A tapioca é feita com a fécula da mandioca, uma iguaria de origem tupi-guarani, segundo a Folha de Pernambuco. Os recheios mais comuns são charque, carne de sol, queijo coalho ou coco. Em Olinda, ela é patrimônio imaterial do município desde 2006, e as tapioqueiras do Alto da Sé mantêm a tradição há mais de 50 anos, segundo a Prefeitura de Olinda. No estado, a tapioca foi indicada a patrimônio pela Assembleia Legislativa em 2023, mas o registro ainda não foi concluído.
Onde provar: nas barracas do Alto da Sé, em Olinda, que você pode incluir no roteiro de 4 dias.
Os pratos do sertão
5. Carne de sol
A carne de sol é salgada levemente e seca em local ventilado. O nome vem do tempo em que secava ao sol. Costuma vir com macaxeira, queijo coalho e manteiga de garrafa.
Onde provar: está na Bodega de Véio do Recife Antigo, servida com macaxeira, e nas unidades do Bode do Nô, em porções para dividir.
6. Bode e buchada
O bode é a carne do sertão pernambucano. Em Petrolina, o Bodódromo, aberto em 2000, reúne restaurantes especializados, segundo o Brasil de Fato. A buchada é feita com as vísceras do bode, cozidas e temperadas. No Recife, os cardápios trazem o bode assado, guisado, a costela e a chã.
Onde provar: o Bode do Nô, que começou em 1991 como uma barraca em Areias, tem vários cortes de bode. A unidade de Olinda, na orla do Bairro Novo, lista buchada no cardápio.
7. Arrumadinho
O arrumadinho junta feijão de corda, farofa, vinagrete e carne de sol ou charque, temperados com manteiga de garrafa. A Folha de Pernambuco o descreve como “um dos mais tradicionais pratos encontrados nos mercados do Recife”.
Onde provar: além dos mercados públicos, o Barcaxeira, em Porto de Galinhas, tem arrumadinho no cardápio.
Na praia e no boteco
8. Caldinho
O caldinho é um caldo grosso de feijão, peixe ou frutos do mar, servido em copinho. Nas praias do Recife e de Olinda, os ambulantes o vendem quente, em garrafa térmica, principalmente na orla do Recife, segundo a Folha de Pernambuco.
Onde provar: o Beerdock serve caldinhos no happy hour, e o Bode do Nô tem caldinho de feijão, mocotó e peixe.
9. Caranguejo
Segundo a coluna Folha Turismo, da Folha de Pernambuco, o caranguejo “já faz parte do cotidiano” de quem é pernambucano, e sair para comê-lo no fim de semana é um programa comum. Atenção ao período de defeso: em certas épocas do ano, a captura e a venda do caranguejo-uçá são proibidas, e a fiscalização já apreendeu caranguejos em bares de Olinda, segundo o Diario de Pernambuco. Se o caranguejo estiver no cardápio em pleno defeso, desconfie.
Onde provar: o Bode do Nô tem casquinho de caranguejo. Para frutos do mar em geral, veja onde comer frutos do mar em Recife.
Onde procurar
Os mercados públicos, as barracas da orla e os botecos do Recife Antigo e de Olinda concentram boa parte desta lista. Para escolher pelo bairro, veja onde comer no Recife Antigo, em Boa Viagem e em Olinda. Para levar para casa, o bolo de rolo é vendido para todo o país, segundo o Brasil de Fato, e está no nosso guia de doces e sobremesas típicas de Pernambuco.





